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Duas Maravilhas de benavente

Eleger as 7 Maravilhas de Portugal é cada vez mais um ato emotivo, uma tomada de posição sobre quem somos e de onde vimos

Maravilhas Benavente

Delicias de Benavente e Arroz Doce

O produto endógeno, a marca da terra, a preservação da qualidade dos ingredientes e a capacidade que o país tem de inovar e de se reinventar nas suas tradições são cada vez mais fatores distintivos nas eleições 7 Maravilhas.

Delícias de Benavente

Há cerca de 30 anos, Gertrudes Fernandes, alguém que sempre foi uma entusiasta por aprender a cozinhar, recebeu de presente um livro de doçaria tradicional elaborado a partir de uma recolha feita pela Maria de Lurdes Modesto e descobriu as delícias de batata de Benavente.

Arroz Doce

Arroz Doce

Na doçaria tradicional o arroz doce tem um papel de destaque. Com arroz,
açúcar e água, uma pitada de sal, a manteiga, o pau de canela e os ovos
obtinha-se este doce tão apreciado por todos.

Arroz Doce

Era sobretudo nos dias festivos que a família se deliciava com um prato de arroz doce, decorado com canela. O arroz doce adquiriu um valor social ímpar, estando presente em todos os momentos de relevo da vida familiar – nos aniversários, na Páscoa, no Natal, nos casamentos e sempre que chegavam visitas. Também resultou como um elemento de partilha junto da vizinhança, oferecer uma travessa de arroz doce quando casava um filho significava a vontade de envolver a comunidade na festa. De confeção simples mas delicada e com ingredientes acessíveis, o arroz doce integrou desde sempre a mesa tanto dos senhores como dos trabalhadores rurais. Apreciado de norte a sul do país, são muitas as receitas mas apenas determinados “saberes” conferem ao nosso carolino o seu doce sabor. Assim, seja com ou sem canela, seja apenas polvilhado ou habilidosamente enfeitado, o
prato do arroz doce faz e tem feito as delícias de gerações atrás de gerações. O cheiro, o sabor fazem certamente parte das memórias de todos nós, remetendo qualquer ribatejano para momentos felizes, faz parte das nossas mesas, memorias, raízes. Confecionado com ingredientes simples, facilmente identificáveis, o Arroz Doce à moda de Benavente distingue-se de outras receitas por não levar ovos na sua confeção.

Delicias de Benavente e Arroz Doce

São as memórias que fazem de Portugal um país de mestres pasteleiros e as inovações que sabiamente introduzem os produtos únicos de cada região na arte da doçaria que vamos homenagear em 2019, com a eleição das 7 Maravilhas Doces de Portugal®.

As candidaturas decorreram entre 7 de novembro de 2018 e 17 de março de 2019.

O regulamento explicita como são apresentadas as candidaturas, bem como as categorias em que cada Doce se deve candidatar, de forma a salvaguardar a diversidade de doces nacionais e a cumprir os critérios de elegibilidade.

Delícias de Benavente

A Delicia de batata de Benavente é um doce tradicional deste Município que terá sido criado há muitos anos atrás por uma família que viveu na vila, porém a sua confeção por estas bandas acabou por se perder no tempo. Há cerca de 30 anos, Gertrudes Fernandes, alguém que sempre foi uma entusiasta por aprender a cozinhar, recebeu de presente um livro de doçaria tradicional elaborado a partir de uma recolha feita pela Maria de Lurdes Modesto e descobriu as delícias de batata de Benavente. A receita que lá constava levava essencialmente muita batata, alguns ovos e amêndoa, foi então melhorada retirando uma boa quantidade de batata e de açúcar e acrescentado mais ovos. Desta forma fez com que o doce ficasse com o atual aspeto e sabor. Na realidade conseguiu melhora-lo substancialmente. Em 1989 foi a uma feira de artesanato e
gastronomia na Fil, desafiada pela Camara Municipal de Benavente, levando consigo a doce sopa rainha e as delícias que fizeram um grande sucesso, acabando por representar muito bem o seu, nosso Município. Logo após este sucesso, Gertrudes Fernandes resolveu abrir uma pastelaria em Benavente e a fama das delícias foram se espalhando, sendo atualmente um motivo para que muitas pessoas se desloquem à vila e ao Município, porque adoram este nosso doce. A sua habilidade para criar e para “dar o seu punho” ao que confeciona levou-a a pensar nas vantagens de registar a patente das delícias para que areceita, que em muito melhorou, não se perdesse no tempo.